Nova Central repudia congelamento salarial de servidores públicos
22/12/2023, às 06:53:15
Mesa Nacional de Negociação Permanente com os servidores federais, Foto: Fonacate/Reprodução
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) repudia a decisão do governo de não dar reajuste salarial aos servidores públicos em 2024. “Ressaltamos nosso respeito aos servidores públicos, categoria imprescindível para a garantia de cidadania as classes menos favorecidas e do estado democrático de direito. Por isso nos solidarizamos aos servidores federais ativos, aposentados e seus pensionistas”, afirmou Moacyr Auersvald, presidente da Nova Central.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (18), quando a presidente do Sinditamaraty, Ivana Lima, participou da Mesa Nacional de Negociação Permanente, representando a Nova Central. O evento, coordenado pelo Ministério da Gestão e Inovação (MGI), integra o processo de elaboração da proposta que visa regulamentar as negociações das relações de trabalho no âmbito da Administração Pública Federal.
O secretário da pasta, José Lopez Feijóo, alegou “dificuldades orçamentárias” e ofereceu recompensas, como auxílio-alimentação de R$ 658 para R$ 1 mil; a contrapartida dos planos de saúde de R$ 144 para R$ 215; e o auxílio-creche de R$ 321 para R$ 484,90.
Durante a reunião, que reuniu representantes do governo e entidades sindicais, diversos pontos cruciais para o avanço das negociações foram debatidos e esclarecidos. A presidente do Sinditamaraty ressaltou que a posição do governo precisa ser repensada: “Representando a Nova Central, gostaria de propor ao governo que pensasse minimamente nos percentuais apresentados e que inclua também as perdas inflacionárias que teremos nos próximos anos. Para além disso que as propostas de aumento dos auxílios não sejam só em maio. Os aumentos dos auxílios alimentação, saúde e creche são bem-vindos, mas não alcançam nem de longe as reais necessidades dos servidores”.