UNIDADE E FORÇA PARA RESGUARDAR OS DIREITOS DO TRABALHADOR
Vivemos, sem dúvida, um tempo sombrio, um tempo difícil! Uma pandemia, que assola todo o mundo, e que não escolhe rico, pobre, patrão e empregado. No entanto, os primeiros a sentir os efeitos dessa crise são os trabalhadores, que veem o salário e seus direitos serem cada vez mais subtraídos. Como parte mais fraca nesta relação (patrão x empregado), o trabalhador para garantir seus vencimentos mensais coloca a própria vida em jogo, já que é evidente a falta de equipamentos de proteção e não há sequer o mínimo necessário para higienização das mãos, em seus locais de trabalho.
Como presidente do Sintram, sindicato que representa os servidores municipais de 36 cidades no Centro-Oeste de Minas Gerais, e secretária geral da Nova Central Sindical dos Trabalhadores de Minas Gerais, que engloba mais de 150 sindicatos filiados, estamos vendo de perto o tão importante é a atuação do sindicatos e da Central neste momento difícil para que os trabalhadores tenham voz frente ao governo e aos patrões. Mais do que nunca o trabalhador se sente fragilizado na relação trabalhista e vem sendo assediado a aceitar condições totalmente absurdas e desumanas, inclusive a se expor ao trabalho, mesmo fazendo parte do grupo de risco ao Covid-19. É através de seus sindicatos, e da Central, que denunciam ao Ministério Público e lutam na Justiça, que esses trabalhadores buscam o mínimo de dignidade, para exercer suas funções, já que muitas vezes com medo de perder o emprego se sujeitam a condições de trabalho tão precárias.
Somado a tudo isso, temos um cenário de retrocesso no movimento sindical, que antecedeu essa pandemia, que resultou no fechamento de vários sindicatos devido à extinção do desconto compulsório da Contribuição Sindical. Isso freou muitas ações em prol do trabalhador. Nós, da Nova Central Sindical, trabalhamos com afinco e foi através de um planejamento executado pela nossa Secretaria Geral, que conseguimos manter as atividades, sem ter que fechar as portas da Central de Minas Gerais, que viu sua arrecadação cair de forma abrupta e teve um número alto de inadimplência. Fácil não foi e nem tem sido, mas estamos buscando sempre nos reinventar para melhorar a prestação de serviço e assistência aos sindicalizados, garantindo o direito do trabalhador.
Diante de todas essas dificuldades somadas agora a essa pandemia, somente com o resgate da importância da luta sindical, através da conscientização do trabalhador é que podemos sair fortalecidos deste momento desafiador. E para isso é fundamental a união de todos os segmentos sindicais, dando as mãos, compartilhando problemas da luta trabalhista e levando informação aos trabalhadores para que saibam o tão importante é lutar em defesa de seus direitos.
Enfim, os sindicatos mais do que nunca têm que manter um canal de comunicação aberto com seus trabalhadores, para receber denúncias, ser a ponte entre patrão e empregado. A luta não é fácil e nunca foi, mas é através dela que podemos garantir o mínimo de dignidade e respeito aos direitos de nossos trabalhadores.
Nós, da Central, estamos aqui para auxiliar os líderes sindicais neste momento crítico trazendo ideias, colaboração, ações para assegurar o direito do trabalhador, para que juntos possamos superar essa turbulência. Especificamente, como Secretária Geral da NCST/MG e como Diretora Financeira da FESERV-MG, estou à disposição para discutir com todos os sindicatos filiados um planejamento administrativo , traçando uma programação de gestão financeira, de modo a auxiliar as instituições a terem as melhores decisões neste momento tão difícil, que exige mais do que nunca organização, unidade e força de todos nós!
Faça contato conosco,
Luciana Santos
Secretária Geral da Nova Central
Diretora Financeira da FESERV-MG
Tel: (37) 9-8825-6308